segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nieto Senetiner degustação Casa Flora RJ.




Não importa como você gire, a vida é sempre um toque mais elegante com o vinho.

Mendoza é considerada a província mais importante da Argentina em termos de produtividade, com 165.000 hectares de vinhedos cultivados, representando cerca de 66% da produção total de vinho do país. Mendoza é vasta, com microclimas e solos variáveis desta forma se obtém vinhos de base para vinhos envelhecidos. Mendoza foi abençoada com condições climáticas e de solo muito adequadas para o envelhecimento da produção de vinho. Graças estas e outras características, mundo do vinho de Mendoza tem um  grande valor competindo com produtos de qualquer região vinícola do mundo.

A história da Bodegas Nieto Senetiner remonta ao ano de 1888, quando os imigrantes italianos fundaram e plantaram as primeiras vinhas em Vistalba, Luján de Cuyo, província de Mendoza. A adega foi desenvolvida por diferentes famílias durante as primeiras décadas do século passado, que souberam transmitir o segredo da elaboração dos grandes vinhos e o amor por sua terra.

Nicanor Nieto e Adriano Senetiner deram à empresa seu nome atual em 1969 quando compraram as instalações e os vinhedos. Eles investiram em equipamentos modernos e atualizados  dando início de uma onda de modernização que trouxe nova vida aos vinhos do país nos últimos 30 anos. Em 1998, passou a fazer parte do Grupo de Negócios da Molinos Río de la Plata.




Fiel à qualidade dos vinhos e à importância do nosso terroir, a Nieto Senetiner possui 3 fazendas, com 400 hectares de vinhas, localizadas na área de Lujan de Cuyo, porém, em diversos vales com características diferentes. Nessas fazendas é produzida uva de alta qualidade, colocada em mais de 15 países. Nieto Senetiner é uma imagem do mundo do vinho argentino. 
Segundo José Galante, enólogo da Salentein, a principal característica desta província é a sua 'diversidade’, “todas as regiões vitivinícolas de Mendoza têm características próprias, sendo a altitude essencial em que as suas vinhas são cultivadas e, de acordo com esta variável, a uva diversa variedades são cultivadas e diferentes vinhos são produzidos.”



O enólogo da Salentein sustenta que os vinhos com grande potencial de envelhecimento provêm de vinhas cultivadas nas áreas superiores das colinas. “A altitude, como modera as temperaturas máximas e dá dias com ampla faixa de temperatura, em um ambiente de relativa baixa umidade com dias ensolarados, nos permite produzir uvas com grande intensidade e concentração fenólica. Estas uvas amadurecem lentamente, com uma longa estadia pendurada nos cachos. Isto leva a vinhos coloridos, com boa estrutura e textura tânica, uma base para dar expoentes com grande potencial de envelhecimento. Além disso, nessas condições, há uma preservação muito boa de ácidos naturais, obtendo produtos com bom equilíbrio de ácidos.”

No último dia 19 de abril, Casa Flora no Rio de Janeiro, provou todas estas teorias realizando uma degustação vertical para convidados da bodega Senetiner, desta vez com a participação de Paulo Nicolay, consultor na elaboração de cartas de vinhos, crítico e colaborador de publicações especializadas em enogastronomia, que analisou  cada vinho  degustado na noite. 
Aromas, paladares e historia se entrelaçaram entre os convidados e suas taças. 
Os Vinhos;
DON NICANOR CHARD VIOG 2013
NIETO SENETINER BLEND COLLECTION C.SAU C.FR P.VER 2015
NIETO SENETINER, DON NICANOR MALBEC 2015
NIETO SENETINER, DON NICANOR BLED 2015
NIETO SENETINER, BONARDA EDIÇÃO LIMITADA 2013
NIETO SENETINER, FINCA LAS TORTUGAS MALBEC 2011 
CADUS SINGLE VINEYARD




Agradecimento a André Lorio da Casa Flora Importadora pelo convite. 


André Lorio e Paulo Nicolay
Rose Castro , Jocelen Sodre, Homero Sodre , Leila Bumachar


Edição de texto e fotos : Leila Bumchar
Fontes: Casa Flora,www.nietosenetiner.com.ar, https://es.wikipedia.org/wiki/Molinos

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Malbec World Day


Dia Mundial do Malbec  comemorado em 17 de abril, foi instituído no  dia em que o presidente da Argentina, Domingo Faustino Sarmiento, assumiu oficialmente sua missão de transformar a indústria vinícola argentina.
Neste exato dia  no ano de 1853, ele encarregou Michel Aimé Pouget , especialista em solos franceses, de trazer novas videiras. Entre sua seleção, estava Malbec .



O nome, "Malbec World Day", que é traduzido de forma incorreta a partir do espanhol "Malbec Mondo" que significa "Malbec em todo o mundo". Malbec floresceu na Argentina, criando vinhos amplamente superiores aos do seu país de origem a França.

No final do século XIX, a viticultura experimentou um desenvolvimento excepcional nas mãos de imigrantes italianos e franceses, Malbec em particular se adapta rapidamente aos diversos terroirs que a geografia do país oferece e começa a produzir vinhos inclusive melhores do que os da sua terra de origem. Desta forma, com o passar do tempo e depois de muito trabalho, o Malbec passou a ser a principal variedade da Argentina. A Argentina se transforma no único país onde se encontram cepas originais de Malbec autenticamente provenientes da França.

Nos anos seguintes, especificamente durante os anos 90, a Argentina posicionou o Malbec como sua estrela varietal. Mais de 10.000 acres foram plantados e se tornou o inegável líder das exportações do país. Os amantes do vinho ao redor do mundo descobriram e elogiaram o Malbec argentino. 

Foto do site Wines of Argentina.
Em 2011, a Wines of Argentina , responsável pela comunicação da marca de vinhos argentina em todo o mundo, estabeleceu o dia 17 de abril como o Dia Mundial do Malbec. Lis Clément, seu chefe de marketing e comunicação na época, fundou este dia porque estava convencida de que essa comemoração ajudaria a posicionar o Malbec como uma das joias de vinho da Argentina. Atualmente, mais de 60 cidades ao redor do mundo coordenadas pelo Escritório de Relações Exteriores da Argentina, organizam eventos em torno do Malbec.

O Malbec World Day é uma iniciativa global criada pela Wines of Argentina. Desde sua primeira edição, em 17 de abril de 2011, a iniciativa conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e da Corporação Argentina do Vinho, como parte do Plano Estratégico Vitivinícola Argentina do país, que busca posicionar o Malbec argentino no mundo e celebrando o sucesso na indústria dos vinhos. 

Malbec World Day 2018, foi festejado no Rio de Janeiro no dia 18 de Abril, no Consulado Geral da Argentina com promoção da Wines of Argentina. Presença de produtores e enólogos na degustação dos mais expressivos rótulos e vinícolas desta casta. 

Alguns dos excelentes rótulos degustados na noite de 18/04/2018.







Edição de textos e fotos : Leila Bumachar
Pesquisa: https://en.wikipedia.org/wiki/Malbec_World_Day
http://www.winesofargentina.org/malbecworldday/

sexta-feira, 13 de abril de 2018

DESCORCHADOS 2018 ! Lançamento Rio de Janeiro



Guia Descorchados é a maior referência mundial em rótulos sul-americanos, completando 20 anos na edição 2018. O lançamento do Guia na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu numa versão pocket , com presença de 20 produtores premiados, no lindo visual do deck no Shopping Village Mall, aonde vinhos e espumantes foram degustados e apreciados ao som de Bossa Nova e Blues.

O Guia que é idealizado e organizado por Patricio Tapia, renomado jornalista, escritor e crítico de vinhos, com sua primeira edição em 1999. 
Desta data até hoje o guia descorchados é referência no mundo dos vinhos, sua publicação orienta e informa sobre tudo que ocorre na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, destes das grandes vinícolas aos produtores artesanais. 
Nos últimos anos, o guia ganhou a colaboração do brasileiro Eduardo Milan, editor de vinho da revista Adega.

Vinícolas convidadas/Rio de Janeiro

- Adolfo Lona

- Altos Las Hormigas

- Bisquertt

- Cono Sur

- Dal Pizzol
- Domaine Bousquet
- El Encanto
- Errazuriz
- Finca Sophenia
- Garzón
- Grandes Viños San Pedro
- Lagarde
- Leyda
- Miguel Torres
- Miolo
- Odfjell
- Perez Cruz
- Perini
- Pizato
- Santa Ema
- Tabali
- Vallisto
- Viña Eden



Alguns flashes do evento.






"Considerado o maior guia mundial de vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil, o Guia Descorchados chega à sua edição 2018 com mais de 3.000 vinhos degustados, mais de 155 vinícolas argentinas e 190 chilenas, 30 vinícolas uruguaias e 16 vinícolas brasileiras. São mais de 1.000 páginas com as notas dadas por Patrício Tapia, idealizador e organizador do guia, que conta com a colaboração de Eduardo Milan, editor de vinhos da Revista Adega. A publicação traz também detalhes sobre as principais uvas, harmonizações e recomendações, tornando-o referência para o setor."  
"A organização do evento é da INNER Eventos, empresa do Grupo INNER, parceira do Guia Descorchados. Segundo Christian Burgos, diretor da empresa, “o Rio de Janeiro tem muitos apreciadores de vinho e há algum tempo queríamos fazer também um evento na cidade. Finalmente conseguimos e temos certeza que será repetido no próximo ano”.(fontes  da assessoria de Impresa)









Fotos e Texto: Leila Bumachar

sábado, 31 de março de 2018

Colomba Pascal. Tradição italiana da Páscoa.



Uma das muitas lendas nos remetem a origem da colomba pascal, época da rainha lombarda Teodolinda e seu encontro com o santo padre irlandês San Colombano.
Datada de cerca de 612, conta que na chegada do padre a cidade, lhe foi oferecido um suntuoso almoço, no qual os pratos principais seriam de origem carne, porem se encontrando no período da quaresma o padre não se permitiu a desfrutar do banquete ofendendo assim rainha Teodolinda. Mas o abade superou a infeliz situação com a diplomacia, afirmando que consumiriam a carne somente depois de abençoá-la. O que fez para evitar que a rainha se ofendesse, abençoando os pratos os transformou em pães brancos e com as formas típicas da pomba.
Origina-se assim a história da colomba pascal, sendo interpretadas ao longo dos séculos através de outras lendas. Mas foi  graças a uma brilhante ideia comercial, que originou seu surgimento no início do século XX. 


Inventada na Lombardia nos anos trinta, se espalhou nas mesas de todos os italianos e até mesmo além das fronteiras da Itália , tornando-se  mais difundida comercialmente tradição da Páscoa .

Em Milão anos 30, uma empresa que já era famosa pela fabricação do panetone natalino, seu diretor de publicidade Dino Villani vislumbra uma ideia em reutilizar máquinas e ingredientes que fabricavam o panetone para produzir um bolo em forma de pomba.
Esta nova combinação se tornou tradição e sucesso comercial ate os dias atuais.
Hoje existem novas variações desta sobremesa, criadas pelos melhores confeiteiros com combinações de sabores e recheios, desde de frutas cristalizadas, ao chocolate e  novas coberturas. Sucesso da sobremesa que se tornou sobremesa obrigatória no domingo de Páscoa.

Fato interessante é que A colomba assim como o panetone, está incluída na lista de produtos agroalimentares tradicionais italianos do Ministério da Agricultura, Alimentação e Políticas Florestais; é reconhecido como um produto típico da Lombardia e é regido pelo Decreto Ministerial de 22 de julho de 2005 (Decreto Ministerial 22.07.05).

Colomba Pascal está simbolicamente ligada à tradição cristã, sua  forma de ave é um animal que com frequência citado em aparições no Antigo como do Novo Testamento. 
A figura da pomba na religião é uma representação do Espírito Santo, de esperança e fé. 
Ela se tornou em conjunto como o ovos de chocolate os doces típicos da tradição de Páscoa.




Vinhos frisantes, doces com frescor de sabores delicados, que nos proporcionam aromas de frutas cristalizadas e flores são os mais indicados de uma perfeita combinação com Colomba Pascal. Como Moscato d’Asti, Late Harvest, Marsala, Vin  Santo.








Edição de texto e fotos :Leila Bumachar
Pesquisa: https://it.wikipedia.org/wiki/Colomba_pasquale
https://www.net/it_it/.../la-storia-della-colomba-pasquale
https://www.colomba-pasquale-quale-vino-



terça-feira, 13 de março de 2018

CANADÁ VINÍCOLAS / PARTE I




O Canadá sempre me fascinou , pela cultura, pela sua dimensão , pela recepção dos seus habitantes, exuberância de natureza e paisagens, e seus vinhos.
Vamos aqui falar um pouco sobre o  vinho canadense, que é produzido principalmente no sul Columbia Britânica e Ontário do Sul.
Existem também um número crescente de pequenos produtores de uvas e vinho no sul Quebec e Nova Escócia.
E as três maiores regiões produtoras de vinho do Canadá  encontram-se no Vale Okanagan da Colúmbia Britânica, a Península de Niágara de Ontário, e  no Condado de Essex incluindo Ilha Pelee.
Outras áreas produtoras de vinho na Colúmbia Britânica incluem Similkameen Valley, o Vale Fraser região perto de Vancouver, sul Ilha Vancouver e  Ontário incluindo  Condado de Prince Edward.
Quanto a qualquer amante do vinho que se respeita, o Canadá é acima de tudo sinônimo de gelo Icewine, que pode ser produzida de forma confiável na maioria das regiões vinícolas canadenses, Embora se originou na Europa final do século XVIII na Áustria e na Alemanha, é no Canadá que a maior produção de vinho do gelo no mundo é encontrada particularmente em Ontário. O clima é favorável uma vez que o vinho do gelo é idealmente colhido entre-8 ° c e-12 ° c além do açúcar cristaliza o efeito do frio e suco já não flui. A colheita é então entre o fim de dezembro e o fim de fevereiro, frequentemente na noite e nas redes a fim evitar perdas .


O Canadá  vem provando que seu potencial de vinhos é enorme. Mesmo com uma produção pequena ele  se encontra entre só 10 melhores países consumidores de vinho do mundo. Vinhos com aromas deliciosos equilibrados, alguns com alto níveis de açúcar e grande acidez, mas os todos os vinhos produzidos pelo Canadá, cujo o e reconhecimento das adegas canadenses é muito recente, vem se equiparando a seus mais acirrados competidores de alguns países de grande e premiada produção de vinhos França, Portugal, Itália, chile.
Vamos aqui numa pequena viagem exploradora através de umas regiões vinícolas do Canadá, com suas paisagens pitorescas destas que são algumas das melhores vinícolas para visitar, estar em contato com a paisagem e natureza local e degustar seus belos vinhos.



Nichol Vineyard, Naramata Bench, / British Columbia
"fiel às suas raízes" como seu slogan diz, esta vinícola plantou suas primeiras videiras em 1989, estabelecida e gerenciada por familiares, foi uma das primeiras três vinícolas da região. Uma das  pioeiras a produzir um Syrah na região. Nichol Vineyard ainda se mantem no patamar das  melhores.  Www.nicholvineyard.com


Mission Hill Family Estate, West Kelowna/ British Columbia
Situada numa colina com vista para o Vale Okanagan e montanhas espetaculares, Mission Hill é uma adega com  diversos prêmios internacionais, classificada por suas instalações como uma das melhores adegas do Canadá . Seu  A caverna subterrânea tem algumas das melhores temperaturas do Canadá, localmente chamado "Kelownafornia" .  Www.missionhillwinery.com


Sandbanks Estate Winery, Prince Edward County/ Ontário.
A pequena comunidade sul de Belleville, Ontário e cerca de 3 horas ao nordeste de Toronto, proporciona uma experiência de degustação de vinhos mais leves, menos pretensioso, originária de uma completa transformação no crescimento de uma agricultura familiar.  Www.sandbankswinery.com


Sprucewood Shores Estate Winery, Amherstburg/ Ontario
Localizada na região do Lago Erie do Norte, é mais uma empresa familiar no mundo do vinho canadenses. Sprucewood produziu muitas safras premiadas. O clima local possui a mais longa estação de crescimento que permitem vinhos encorpados.  Www.sprucewoodshores.com



Vignoble de la Bauge, Brigham/ Quebec City
Vignoble de la Bauge empresa familiar que plantou suas raízes em 1986, tornando-o um dos mais antigos na província. Localizada em Quebec, menos de 100 quilômetros ao sul de Montreal, na região leste esta área tornou-se a principal produção  com o foco em vinhos espetaculares de gelo e brancos de clima frio, bem como cidras e vinhos de fruta. O Canadá é um dos poucos países no mundo que tem o clima para produzir o  Ice Wine, vinho de gelo extremamente doce  que envolve a colheita das uvas depois de terem congelado nas videiras.   Www.labauge.com


Jost Vineyards, Malagesh Peninsula, Annapolis / Nova Scotia
Outra vinícola familiar pioneira na área, e talvez a mais antiga em produção na costa atlântica do Canadá. Com colheita/eventos como uva-stomping, que ocorre no final de setembro, vem sendo um diferencial na comunidade. www.jostwine.com



Fielding Estate, Beamsville/ Ontario
Nomeada um dos 10 melhores vinícolas do Canadá, já que três quartos das uvas do Canadá são produzidos nesta região. Como uma das regiões mais temperadas em Ontário, a adega é capaz de produzir grandes Cabernet Sauvignon, que normalmente se encontram mais nas regiões da costa oeste sul. É melhor para visitar a região de Beamsville em setembro e outubro. Www.fieldingwines.com

Norman Hardie, Wellington/ Ontario
Trajetória de Hardie é um ex-sommelier da rede Four Seasons, que trabalhou em algumas das maiores regiões vinícolas do mundo como África do Sul, Califórnia, Nova Zelândia que tornou a região de Wellington, Ontario terra como seu desafio pessoal . Na região mais fria do vinho no Canadá, um trabalho minucioso para que  as vinhas tenham vida após o rigoroso inverno,  consiste em após cada colheita, funcionários enterrarem cuidadosamente as videiras sob o solo para proteção contra geadas, apenas para retira-as  cuidadosamente novamente com a mão na primavera. Esta técnica tem dado resultados bem favoráveis como as premiações com alguns dos melhores Pinot Noir e Chardonnay. Www.normanhardie.com


Jackson-Triggs Winery, Niagara-on-the-Lake/ Ontario
Apenas uma hora ao sul de Toronto,situa-se a singular Niagara-on-the-Lake. 
Com uma comunidade centrada em torno de produção de vinho, a Jackson-Triggs foi nomeado a melhor adega no Canadá por três vezes.  Www.jacksontriggswinery.com 



L'Acadie Vineyards, Wolfville/ Nova Scotia
Esta vinícola com certificação orgânica em Gaspereau Valley, um sub-vale do Annapolis duas horas de Halifax. Área de excelência de vinhos em produção de brancos de clima frio, o que realmente significa apenas uvas que amadurecem em níveis de açúcar moderados. L'Acadie  produz em totalidade brancos espumantes, elaborados no "método tradicional", estes vinhos que são fermentados e produzidos em certas garrafas-da mesma maneira Champagne, por isto a denominação de "o futuro do vinho espumante.".  www.lacadievineyards.ca







Edição de texto e fotos : Leila Bumachar
Pesquisa:
www.wikeprdia.com
https://en.wikipedia.org/wiki/Canadian_wine




sábado, 20 de janeiro de 2018

Vinhos do Peru / Historia e curiosidades.



A vinificação no Peru se inicia na colonização espanhola deste país no século XVI.
Os colonizadores espanhóis começam a plantar suas primeiras vinhas em meados de 1500, marco da história do Peru como produtor de vinho.
Após a conquista do Império Inca anos sob o comando de Francisco Pizarro, começam a surgir os primeiros vinhedos introduzidos pelo espanhol Francesco de Carabantes e Bartolomé de Terrazas. Os registros históricos observam que a primeira vinificação na América do Sul ocorreu na fazenda Marcahuasi do Cuzco, do império Inca mais conhecido por Machu Picchu, onde foram plantadas as videiras na década de 1540.

Marquês Francisco de Caravantes foi responsável pela importação das primeiras videiras, ícone na América do Sul na sistematização da vinicultura desde primeiros tempos, nota-se que 1560 já existiam cerca de 40.000 hectares de área de cultivo. Porém pela localização geográfica e o fato das colinas serem de alta altitude, logo se tornaram um local de difícil acesso para o cultivo pelos espanhóis, um povo acostumado habitarem perto do mar.
As vinhas foram movidas para baixo em direção à costa na região do Ica, que atualmente é a capital de vinho do país. Porem as maiores vinhas foram mesmo plantadas nos séculos XVI e XVII no Vale Ica do centro-sul do Peru.

Muitos fatores, como pragas e terremotos em cidades como a Villa sede Pisco e Ica, foram atingidas, destruindo os recipientes de barro que eram utilizados para o armazenamento e suas caves, Isto foi marco para o fim do boom peruano, que foi reacendido nos anos 70.

Um fator marcante foi a onda de ciúmes da coroa espanhola, que proibiu produção de vinho em favor da importação de seu próprio vinho da Espanha, para burlar esta crise muitos produtores negociaram um acordo com a coroa utilizando sua plantação das videiras para criar uma aguardente local. Assim nasce o conhaque nacional, Pisco um produto feita de uvas que passou a representar 90% das bebidas de uva preparadas no Peru em 1764.



A partir dos anos 70, com a utilização de vinhas importadas, as atividades entram novamente em crescimento e são introduzidas as castas: Albillo, Alicante Bouschet, Barbera, Cabernet Sauvignon, Grenache, Malbec, Moscatel, Sauvignon Blanc, Torontel.

A província de Ica é um lugar ideal para cultivar variedades de vinho, as melhores vinícolas do Peru estão localizadas nesta região, muitas das vinícolas peruanas seguem muitas das velhas tradições de vinificação, incluindo uma tradição milenar e artesanal de pisa a pé. O método consiste em prensar as uvas com os pés para extrair o mosto (suco), que posteriormente irá fermentar e se transformar em vinho.

Foto Campanário de La Viña Tacama construído em 1822.
Existem cinco regiões vitivinícolas diferentes no Peru: a Costa Norte, a Costa Central, a Costa Sul, a Serra Andina e a Selva.
As áreas vinícolas mais importantes estão na costa central e ao  sul onde são produzidos os vinhos mais conhecidos, como Tacama, Vista Alegre e Ocucaje.


O Peru tem a mesma altitude e influência do oceano como o Chile.Apesar do clima não tão favorável mas bem parecido como o do Chile, em algumas regiões tem invernos tão quentes que os vinhedos produzem duas safras de ao ano.
O Peru não tem praticamente nenhuma geada e em muitas partes é deserto e seco, como no norte do Chile
A maior parte das uvas, predominantemente o Moscatel, serve à produção de vinho Pisco, de alto teor alcoólico.

O vinho peruano é de fato uma indústria em crescimento cerca de cinco a dez por cento ao ano. Muito desta recuperação deve-se ao fato de um grande investimento do governo na indústria do Pisco, com esta iniciativa em colocar produto/PISCO, como representante do espírito nacional em todo mundo, deu aos seus produtores em bom fôlego para que o lucro obtido retornasse aos seus investimentos na produção de vinho.

Peru, juntamente com o México, foi um dos primeiros países latino-americanos a produzir vinhos com as uvas introduzidas pelos conquistadores espanhóis.
A vinícola mais conhecida pertence à família Olaechea, de Viña Tacama em Ica, local aonde são produzidos excelentes vinhos de Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc, assim como espumantes. Recentemente em 2015, Tacama tem se dedicado também ao enoturismo e a difusão do vinho, pisco y espumosos. Ao longo dos anos Tacama sido honrados com prestígios prêmios internacionais, inestimáveis ​​com reconhecida qualidade, fruto do conhecimento, a experiência e a tecnologia.
Principais Regiões produtoras: Ica, Tacama, Ocucaje.
Principais variedades cultivadas:
Tintas: Tannat, Petit Verdot, Malbec, Cabernet Sauvignon.
Brancas: Sauvignon Blanc, Sémillon, Albillo









Peru é um país atual e moderno, onde podemos desfrutar da mais premiada gastronomia na América do Sul harmonizando com seus vinhos que tem uma ligação direta com historia de sua civilização.











Edição do texto e fotos : Leila Bumachar 
Pesquisa : https://en.wikipedia.org/wiki/Peruvian_wine
www.winemag.com/region/peru/